Depois da exibição do filme ‘La Belle Verte’ no mês de Junho (uma-sessao-de-cinema-inedita) com casa cheia no Espaço 116 (Rua Santa Maria Maior) agora é a vez do filme ‘Os Respigadores e a Respigadora’, no próximo dia 10 de Agosto, pelas 21h30. A seguir ao filme segue-se a realização de uma instalação artística – ‘Reconexão’ com o público interessado em participar e alguns artistas convidados. Estão lançados os dados para construir um evento único e com impacto, através da participação de todos os presentes.

O espaço 116 tem capacidade para 60 pessoas, sendo que os lugares serão preeenchidos por ordem de chegada. A entrada no evento é gratuita e quem puder contribuir sugere-se um donativo de 1-2euros.

“Os Respigadores e a Respigadora”

Filme de Agnès Varda, França, ano de 2000.

Respigar – apanhar as espigas que ficaram no campo depois de ceifado

“A partir de um célebre quadro de Millet, o filme de Agnès Varda é um olhar sobre a persistência na sociedade contemporânea dos respigadores, aqueles que vivem da recuperação de objectos, que os outros não querem ou deixam para trás.”

“É um desses raros pequenos filmes com um grande (infindável) mistério no seu interior. É também, desse ponto de vista e de todos os pontos de vista… um filme completamente feliz, uma grande homenagem – que já não se julgaria possível – à arte e ao cinema.” João Mário Grilo, Visão

“Reconexão”

No seguimento do filme, o público é convidado a um espaço de reflexão. Este será um espaço proactivo – montagem de uma instalação artística. E, porque esta prende-se ao estabelecimento de relação com o público, “Reconexão “ será realizada pelo seu público.

Face aos recentes incêndios que consumiram floresta, jardins, hortas e casas, o Grupo Transição Madeira em parceria com o Projecto Madeira Voluntária está a proceder à limpeza e à recuperação de uma área largamente afectada em Santa Cruz. O cenário é um convite ao silêncio, à reflexão, mas sobretudo à ação.

E este será o pano de fundo de “Reconexão”, que  terá como matéria os resíduos e as sobras das casas e dos terrenos ardidos.  Em movimentos de partilha, de interação, de relação e de improviso queremos encontrar beleza e nobreza  nestes objetos que foram sendo deixados para trás. Esperemos também que seja uma reflexão sobre o desperdício e sobre a nossa relação com a natureza e com os coisas que usamos.

“hoje as searas já não são de espigas”

Agnès Varda

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